sexta-feira, outubro 30

Expedição Guatemala - FiM


Vulcão Pacaya, pura atividade

A chegada. Sim, consegui! Desafiei tanto a lei da Gravidade quanto a minha própria lei de existência. Quebrei barreiras. Conquistei um visual surreal. Valeu a pena... meus dias na Guatemala valeram mmmuito, cada segundo.
Esqueci de comentar: um lindo "perro" subiu com a gente, era da guia, ela foi atrás até lá, lá no alto. Nos acompanhou passo-a-passo! Como havia falado tb, post abaixo, o garotinho foi a cavalo, porém até esse ponto ai da foto, o animal já não conseguia mais firmar-se no chão. Era pura terra do vulcão!
Bateu fome, o marshmallow estava lá, em alguns varetos alheios. Abri minha bolsa, bebi o resto de água que tinha e a barra de chocolate, pq mais parecia um manjar dos Deuses, derretida, estava mais que saborosa, era minha única refeição. Sentamos por ali mesmo, percebi que o chão estava beem quente,´claro, ao lado saia fogo, aquele vapor que parece boca de forno de casa de Vó. O chão afundava, surreal mesmo. Sorte minha de estar, naquele momento, com meu tênis guerreiro de todos os momentos, dos melhores, dos surreais, dos corriqueiros...
Prontos para descerem? O.K! Só que vamos descer de bunda. ??? Isso, bunda! Então fomos, quem ficou muito pra trás comia incessantemente poeira. Aquilo levantava de tal forma que tudo ficava preto. Huuulllll, vamossss, mão daqui, bunda de lá... descemos, até que parei pra tirar meu tênis, era pedra e areia, batia, socava e não parava de sair. Dei um UP no meu pé, coitado, a meia de branca estava com um tom amarelo mais um pretinho básico. (mas ela teve salvação). Pegamos todo aquele circuito mato até chegar lá no fim que foi o início, a partida!
 E de volta, com poucas e óbvias palavras, terminei um assunto com uma linda garota norueguesa que estava de vacaciones em Guatemala, ela vive na Nicarágua, dando aula de inglês voluntariamente para crianças de lá. Eu ainda abandonarei tudo e seguirei sem destino, sem prumo, sem rumo... (- changing lifestyles)....
... Mais uma vez em Antigua, perdida, encontro com Ton pela rua com amigos, abracei-o e logo me despedi, não aguentava ficar de pé, meus pés já não aguetavam, pediam arrego! Então, amigos, foi asssim, desse jeito que vos conto, com a alegria de quem, humildemente e verdadeiramente mostra um canto, uma aventura, uma descoberta! "Sei lá, sei la... só sei que é preciso paixão!"


Hum, mais uma coisa: não espere grandes realizações, grandes feitos e desfeitos. Não espere e não espera. Revele-se, corra, faça valer... Se quer sair de onde está, vá! Se quer abandonar algo que te angustie, largue! Se quer mais pra si, procure! Se quer amar, respeite! Se quer chamar a atenção, gritar e espernear, apenas sussurre, pq assim como falará de alma para alma! Se quer ser, seja verdadeiro, com vc mesmo! Ou se quiser chutar o balde, *foda-se, a vida é sua! Nós podemos ser e fazer a diferença. Sempre de um jeitinho acolhedor e amigável, pq estaremos sempre interligados por alguma teia que se envolve em outra, mais outra e mais e mais e....
Até amigos, com mais expedições...

domingo, outubro 25

Expedição Guatemala - PaRtE 6

Vulcões na Guatemala
(...) Sabe quando vc chega em casa toma aquele banho, depois deita na cama. Deita e relaxa... Fechando os olhos, passando as mãos nos cabelos, se enrolando nas cobertas  e mais uma vez fechando os olhos e agradecendo a Deus a Sua Companhia. Por fim, esperando o dia amanhecer... Pronto, foi desse jeitinho que encarei meus dias, ou melhor, minhas noites, naquele hostel em Antigua... Sempre, mas sempre com a sensação de que o dia seguinte seria fantástico...
Dessa vez o passeio escolhido foi: Parque Nacional "Volcan de Pacaya". A aventura começou em Antigua, as 06:00hs. Levanto e bebo um suco de laranja quente que havia comprado dia anterior e um biscoito ao qual o pacote já se encontrava aberto. Senti quando dei a primeira mordida, molengo assim, parecido comigo, as seis horas da manhã...
Uma van nos leva ao parque, tinham pessoas diversas: brasileira (eu), americanos do norte, e alguns europeus - noruegeses e franceses. Depois de 1 hora, mais ou menos, chegamos no local. Na base, se pode comprar biscoitos, bebida e sopa. Dá pra se ter uma noção da expedição rumo ao vulcão, só de ver as pessoas que chegavam. Voltavam  cansadas, rostos sujos de preto. Porém falantes e vibrantes. Algumas crianças, guatemaltecas, vizinhas do parque, vendiam duas coisas importantíssimas: varetas de pau e marshmallow. Isso mesmo, desse jeito... algumas pessoas até compravam... Procurei alguma coisa mais simples de se carregar, comprei uma garrafa de água e uma barra de chocolate. 
A caminhada começa e, primeiro, algumas dicas da guia, uma menina de 17 a 18 anos, crescida ali. Me senti super tranquila, ela deve conhecer o caminho de olhos fechados.  Em nossa equipe havia um casal de franceses com uma criança de 4 anos de idade. Na primeira etapa a criança foi em cima de um cavalo, na segunda, o animal já não mais se permitia continuar, o chão estava cada mais escorregadio, cheio de pedras e areias, numa inclinação tamanha que ele não quis se submeter. Deixamos o cavalo retornar, e partimos com o menino já ao chão. Permitam-me corrigir: sua mãe era francesa e seu pai guatemalteco. Percebi isso quando, o garoto de 4 anos falava as duas linguas tranquilamente. Fomos então conversando, seu pai me disse que havia conhecido a sua esposa, lá na Guatemala e que  fizeram um passeio ao vulcão, hj estariam lá, refazendo o passeio, mas com su fruto. Seu filho. Confesso que no começo eu e mais alguns da equipe, ficamos preocupados com aquela criança, mas não é que a mãe o preparou direitinho, com calçado Timberland, calça cargo, jaqueta, chapéu e protetor solar, o garoto foi em um ritmo até considerável. Loucura? Não acho, os pais sabiam que estavam fazendo e por vezes o garoto pegava a máquina de tirar fotos e registrava aquilo que achava interessante. Por vezes pedia a mãe para que segurasse as pedras mais bonitas que ele achava no caminho, tudo assim, com a maior naturalidade como quem vai ao parquinho brincar. Quem sabe um dia eu volto lá, com meu filho tb! :) (...)
(...)Foram duas horas de caminhada, um ajudando o outro: segurando no braço pra subir,etc...
A primeira parte era dentro da mata, caminhávamos entre árvores, matos, pássaros... e subida, muita subida. A segunda parte já era o próprio vulcão, subíamos em solo inclinado e arenoso, com pedras, a cada movimento engolíamos aquele pó e o suor no rosto fazia uma espécie de grude, minha cara ficou preta. A medida que andávamos víamos o vulcão cada vez mais perto, totalmente ativo, de longe dava pra ver a fumaça saindo de dentro de sua cratera... Parávamos pra admirar, já não tinha mais força pra tirar fotos. E não podia desistir, pq o caminho agora era todo de areia, e a cada subida rolavam pedras, sapatos e os ânimos "morro a baixo".

No próximo post mostrarei a fúria do vulcão e pq de se levar marshmallow..... até amigos!

terça-feira, outubro 13

Expedição Guatemala - PaRtE 5

uma pintura de um maia que vi!
(...) Ainda por lá, em Atitlán, bateu uma fome! Resolvi pegar um barquinho de volta, pq exatamente na hora em que admirava o horizonte, me deparei com um garoto gritando: barco saindo, barco saindo! Não pensei duas vezes, fui! Não pq não tinha nada pra fazer por lá, pelo contrário muita coisa legal, coisa raiz mesmo, dialetos, exposição de quadros, tudo isso, mas resolvi procurar um lugar mais calmo, mais pacato, mais assim, a minha cara! Sem contar que tudo era mais caro, vivem inteiramente para os turistas, ao contrário da simplicidade do outro lado do lago, o lado mais pacato.
Foi ai que dentro do barquinho, sentei do ladinho, quase que no colo ahahaha de um australiano, porém até aquele momento não sabia quem era... Até que aquele balanço começou e a volta foi mais animada, apenas guatemaltecos, eu e o australiano. Eles riam como uma pura felicidade, como que se estivéssemos no Brasil sairia desse jeito: "se a canoa não virar olÊ olê olá, eu chego láaa!" Até que começamos a rir tb... ele com seu estilo meio punk, meio emo, batendo em meus ombros sempre que o barquinho sacolejava, eu o olhava de rabo de olho, pensando: será q puxo papo, será q fico quieta? Não demorou muito pra ele abrir um dicionário em inglês-espanhol e me perguntar como fala uma palavra em espanhol. Nao me lembro qual era a palavra, mas aquilo já virou motivo de um bom papo e um almoço...
Ele usava um Ray-BanWayfarer preto, uma calça preta bem coladinha no corpo, um allstar preto de cano alto e uma camiseta branca! Um loirinho bem estiloso... Chegamos a superfície - superficial!
Tom (seu nome) me contou que dormiu na aldeia por 5 dólares a diária e que só voltou pq queria ir pra Antigua tb. Contávamos sobre viagens, ele estava no México fazendo curso e resolveu descer, na Am Central.... Foi muuuito agradavel , até pq colhi todas as informações necessárias para o México, ao qual ele já tinha vivido! Bom, como sempre, meus papos terminam no Lonely Planet, abrindo uma página daqui, dobrando outra lá e foi assim... Até que resolvemos beber suco numa barraca, o mesmo veio num saquinho, isso mesmo, polpa de laranja num saquinho, e assim fomos chupando aquele saquinho, resolvemos parar pra almoçar... O prato foi o da casa... Um peixe que esqueci o nome com guacamole - não gostei desse tal de guacamole! Mas comi, ahahahah. Dividimos uma boa cerveja e um momento super importante, um brinde então a amizade e as ocasiões da vida!
...Como sempre, o fim se aproximava, minha partida estava próxima, caminhamos mais um pouco e ele me presenteou com aquelas cordinhas pra colocar em óculos, muito colorida, tipica da região! Tenho gaurdada para eternizar aquele momento!
Até breve, amigos, contarei no próximo post sobre Vulcão Pacaya!
E um esbarrão com Tom em Antigua!

segunda-feira, outubro 12

Expedição Guatemala - PaRtE 4

Lago Atitlán, o mais lindo do mundo!
Acordei beeem cedinho, peguei o necessário e, saindo de Antigua parti em direção ao lago mais belo do mundo! O lago Atitlán!
Uma brisa, muito da gostosa me sucumbia... Na plenitude do ser, eu, sozinha apreciava o que de fato me constrói, a viagem!
Parei na estrada pra tirar algumas fotos e ver de longe o lago, uma vista panorâmica do lugar já me dava a sensação muito boa. Um verdadeiro cartão postal.
Um pouco de história: o lago se situa nas terras altas da Guatemala, no departamento de Sololá. Mesmo sendo considerado o lago mais profundo da América Central (vide Lonely Planet guide), o seu fundo não foi ainda completamente estudado e a sua profundidade máxima seja de 340 metros, cobrindo uma área total de 126 Km², sendo rodeado por escarpas altas e por três belíssimos vulcões adormecidos. Atitlán é famosa tb, pelas vilas e aldeias maias situadas nas suas margens. Lá vc se depara com diversas aldeias, fazendo passeios de barco uma a uma, percebendo traços e cultura maias em que se prevalecem os trajes tradicionais. Os maias de lá são, predominantemente tsutuiles e caqchiqueles. Durante a conquista espanhola das Américas, os caqchiqueles inicialmente aliaram-se aos invasores numa tentativa de derrotar os seus inimigos históricos, os tsutuiles e os quichés, mas foram eles mesmos derrotados e submetidos quando recusaram pagar tributo aos espanhóis.
Santiago Atitlán é a maior das comunidades situadas à beira do lago, sendo conhecida pelo seu culto a Moximón, uma espécie de ídolo formado por fusão de deidades maias, santos católicos e lendas de conquistadores. Apesar da predominância da cultura maia (dos seus trajes, dialeto, gastronomia) das comunidades à beira do lago, a maior delas, Panajache, tem sido invadida por turistas ao longo dos anos. Atraindo muitos hippies e ambulantes. Hoje as comunidades dependem inteiramente do turismo.
Foram encontrados vários sítios arqueológicos maias no lago. Sambaj, que se encontra atualmente a cerca de 20 metros de profundidade.
Um segundo sítio, Chiutinamit, onde foram encontrados vestígios de uma cidade, foi descoberto por pescadores locais que "repararam no que parecia ser uma cidade submersa".
(...) Chegando bem perto das embarcações, pude escolher a q estava já saindo, a já estava com os lugares ocupados, restando o meu. Assim o preço é dividido por todos. O sol ainda não havia se manifestado, antes de entrar no barquinho, conversei com uns vendedores de cordão, vi que eles, ali mesmo faziam cordões com arroz. Eu sempre gostei, lembro do último que comprei em Peruíbe - SP, lá pedi pra escrever meu nome no arroz e ao mesmo tempo, perguntei se podia tirar fotos, foi uma verdadeira diversão, ficava desafiando o rapaz, dizia que ele não conseguiria escrever, e ai ele disse: se quiser, eu escrevo até seu sobrenome! hahahah Bom, corri pra pegar o barquinho táxi e fui! Dentro do lago mais bonito, pude perceber o pq de tamanha beleza, uma beleza natural, uma beleza artística de Deus! Conforme o barquinho acelerava aquela água gelada batia no meu braço, no meu rosto. Estava em extase total, pq, vendo todos, ali sentados, mesmo assim, não escutava a voz de ninguém, estava no meu mais puro "slow down".... Estava curtindo aquilo lá em sua plenitude, absorvendo e me alimentando de boas sensações.
Cheguei na comunidade, pronto! Ali o que mais tinha, por metro quadrado: turistas! Um verdadeiro caos de gente procurando lembrancinhas com os hippies, procurando restaurantes pra matar a fome e matar a curiosidade dos sabores daquele magnífico lugar. Procuravam tb, um entendimento, como se a cada passo dado, uma recompensa. Como se estivessem ali por mérito, por exploração, por convicção! Digo isso, pq algumas pessoas destoavam o ambiente seguro e calmo. Me senti tão sozinha, tão envergonhada, não sabia o que fazer. Fui convicta que ia achar uma aldeia, uma comida, uma gente, um traje... vi além: hotéis, restaurantes, turistas, moda! Mesmo tímida e sem muito o que fazer, resolvi seguir meus instintos de sei lá o que, resolvi buscar o mapa do tesouro, corri atrás do verdadeiro lugar o que me cercava. Conheci algumas pessoas locais, crianças, roupas e comidas.... Conversei com uma guatemalteca com traços fortíssimos maias e ela ao mesmo tempo, traçava um calendário maia em miçangas, já completavam seus 3 meses de trabalho manual!
E não para por ai, no próximo post falarei mais sobre esse lago e suas comunidades, o almoço incrível com um amigo australiano. Aguardem!

Por hj, deixo aqui, alguns traços soltos da Guatemala, alguma coisa que preenche, deixo aqui, palavras de um índio escritor da Guatemala: Humberto Ak'abal.
"Um poeta maia quiché. A sua poesia encontra-se publicada em francês, inglês, alemão e italiano, além da língua original (quiché) e espanhol. "
Cada um com sua sombra -
Amanhece.
O sol come a neblina
e começa a pintar
caminhos,
árvores,
casinhas,
bichos,
gente...
E pra cada um
faz uma sombra.

sábado, outubro 3

Expedição Guatemala - PaRtE 3

Mulheres na estrada na Guatemala
(...) Estava convicta de que o desconhecido e que talvez, o inesperado se aproximavam! Aquela velha sensação de perguntas sem respostas: Sou eu mesma quem está aqui, "it´s now"??? As vezes me pergunto, p q eu gosto tanto de desbravar, de viagens (inter - externas)??? Gosto tanto, com tanto amor que isso, de um certo modo passa para os outros... Tento, então transmitir aquilo que me dá prazer, me eleva, que me consome, que me alimenta... Que me é verdadeiro! Por esses dias recebo um telefonema da NatGeo... (contarei em outro post) (...)
Volto na viagem, relembrando o que vi e o que vivi!
Já bemmmm satisfeita com Antigua, já com aquela porta do vizinho na cabeça, porque só assim pra chegar no albergue (as ruas, na minha concepção, muito iguais, um labirinto), apesar de não querer sair mais de lá, fui tomada por uma vontade louca de conhecer cidades próximas (isso é normal, quando estiver por lá, saberá o q estou dizendo), fui então a Chichicastenango, Panajachel,Quetzaltenango, Atitlan.... Tudo assim, subsequente!
A estrada era boa, a paisagem perfeita... porém muita curva e muita subida... Deparei com um carro levando apenas , mulheres atrás! O céu lindo, tudo prometia para coisas boas! Minha percepção nas cidades foram os trajes femininos, como havia falado é um páis um tanto machista, os homens bem moderninhos, sandálias, calça jeans, camisetas com desenhos e nomes de marcas famosas... Agora, as mulheres, me fizeram voltar ao tempo, trajes devidamente culturais. Todas, sem exceção com a mesma vestimenta, pareciam a mesma pessoa, sempre! Uma espécie de pano enrolado na cintura, fazia o papel de saia e uma blusa grossa bordada a mão fazia um entrelaço no pano de baixo. As meninas tb usavam esses trajes. Até que entrei num mercado de roupas, ou melhor, traje típico guatemalteco, me deu até vontade de comprar, porém, colocari-o aonde??? Conheci uma simpática mulher que me ensinou como amarrar o pano nas costas com um bebê dentro! Muita cultura, muita raiz tem esse povo!
O passeio foi fantástico, pude conversar com o motorista, pude admirar uma família inteira de suecos na mesma van q eu... O pai era o intérprete do bando, a menina, sua filha, linda que chegava até doer, o menino, cheio de espinhas no rosto, não parava de tirar fotos...A mãe, meio confusa, por vezes se perdia num ponto fixo! Eu fui na frente, mas me empenhava em olhar para o retrovisor, queria compartilhar essa aventura, mesmo sem eles saberem! ahahaah Trocamos algumas poucas palavras, até pq misturava espanhol com inglês, minha cabeça estava muito perdida... E perdida assim continuei indo, até chegar num ponto qualquer... Engraçado, eu ainda nao cheguei num ponto! Espero nunca chegar!

Uma frase bacanérrima que tenho guardada e que só podia ser de Martha Medeiros: "Estão perdendo a viagem aqueles que não sabem de onde vieram nem tentam descobrir. Que não sabem para onde ir e nem tentam encontrar um caminho. Aqueles para quem a televisão pode tranqüilamente substituir as emoções"
Até logo amigos, Hasta amigos, See you later... com mais expedições Guatemala e lago Atitlán!

quinta-feira, outubro 1

Expedição Guatemala - PaRtE 2

Impressões de Antigua
Olhando o "Lonely Planet", percebi um pontinho muito charmoso no meio da Guatemala, um pontinho ao qual eu resolvi conhecer, Antigua. Peguei então um "school bus", paguei 3 dólares. Sozinha, admirei a paisagem, admirei a natureza... A viagem foi muito rápida, coisa de meia hora mais ou menos, cheguei.... Perguntei os horários de ônibus de volta e fui aproveitar aquele lugar. O charme era tanto, minhas impressões aumentavam, minha ausência se estabelecia... eu estava viajando naquele lugar... Não quis ir embora... Tive que ir, voltei a Guatemala City, dormi lá e dia seguinte fecho a diária e volto para Antigua, cheia de mochila, bolsas, mas fui... Claro, dia anterior aproveitei pra fechar um albergue, ao qual dei muita sorte, esse albergue era uma espécie de agência de viagens tb... lá reservei passeios fantásticos que contarei em outro post!
Antigua foi a primeira capital da Guatemala, seus prédios coloniais são bastante conservados e preservados. As ruas se parecem muito, portanto, cuidado, digo isso pq me perdia várias vezes... Andava muito e esquecia que uma hora tinha que voltar, até q um dia coloquei alguns pontos como referência: uma padaria da esquina e a porta de madeira do vizinho do albergue! As ruas são fantásticas! Coisa de cinema! Coisa simples e preservada!
O que mais me encanta nas viagens, além da beleza natural dos lugares, sem dúvida também é a beleza natural das pessoas, o modo como se vestem, como se expressam. Admiro raizes e tradições! As crianças são lindas, como me identifico com elas. (colocarei uma foto minha aqui dos tempos de criança, vcs perceberão a semelhança)
Antigua, foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1979. E de fato, é linda.
Na Praça Central, e como toda praça de cidade do interior, tem seu charme, seu requinte, há uma fonte (construída em 1738) que fica iluminada a noite. À frente, está a Catedral de Santiago, fundada em 1542, destruída por terremotos e sempre reconstruída. É belíssima, com estilo barroco. No seu interior, uma tumba com os ossos de Bernal Diaz del Castillo, conquistador espanhol morto em 1581. Ainda próximo a praça, estão o Palacio de los Capitanes (1558) e o Palacio del Ayuntamiento (Conselho da Cidade, construído em 1743).
Conheci um australiano e seu ponto de referência era o El Arco (um gigante arco amarelo ligando os dois lados de uma rua). Atrás dele, pode-se ver a Igreja La Merced (1548). Ela e todas as outras sofreram as ações dos terremotos, mas foram restauradas. A mais notável é a Iglesia de San Francisco, construída na metade do século XVI. Uma parte dela (do lado direito)algumas partes ainda estão intactas.
Entre as ruínas, a que mais impressiona, pelo tamanho, foram as da Igreja e Convento de La Recolección. Construída entre 1701 e 1708, foi destruída por um terremoto em 1773.
Um ótimo lugar para se tomar café é o Café Condessa, na praça central. Perfeito!
Aliás, não pode deixar de comprar pó de café guatemalteco tb, comprei pra minha mãe, e o perfume ficou por horas e horas na cozinha, e que delicia de café!

O albergue era Onvisa - agencia de turismo! Paguei pelo quarto com tv a cabo(via a novela da globo lá), paguei também, os passeios para outras cidades, fechei tudo com eles... não me lembro do preço, mas valeu mmmuito a pena!
Comia numa rede de fast food tudo com galinha... tudo de frango! era gostoso e simpático, pq até os funcionários se vestiam como tais!
Aaaa foi sensacional, continuarei no outro post com Antigua e como fiz pra chegar no Lago Atlitan e as cidades que passei!
Hasta lueggo amigos e lembrem-se: a simplicidade nos faz enxergar muita coisa do bem e que faz ummm beem! :)

segunda-feira, setembro 28

Expedição Guatemala - PaRtE 1

Fronteira - El Salvador / Guatemala
Capital: Guatemala
Moeda: Quetzal (1 dólar – 8 quetzales)
Principais cidades: Guatemala, Mixco, Villa Nueva, Chinautla, Amatitlán, Quetzaltenango, Antigua
Fuso horário: -3 horas em relação ao Brasil
Preço de passagem rodoviária: 17 dólares - El Salvador a Guatemala
.................................................................................
... Percebi que, minha mochila já não estava mais como antes. Carregava em minhas costas um trambolho pesado, ligeiramente deformado... E não sei o que deu na minha cabeça, mas comprei, em El Salvador, duas garrafas de cerveja, salvadoreña e outra mexicana, não era pra beber, comprei pq elas tinham uma forma bem ousada, uma garrafinha de vidro afinada na ponta, se entrelaçando até o meio; conclusão: tive que comprar outra mochila!(...)
(...) Ainda no albergue, pela madrugada, enquanto eu fechava "mis equipajes", duas americanas voltavam de uma festa... Por fim, pego as mochilas (uma pra frente outra pra trás), a bolsa de mão e meu chapéu Panamá... Fiquei até tonta com aquele peso todo...
Hora de acertar as diárias, não sei pq, mas a moça do albergue não quis me cobrar os dois últimos dias que eu estive lá... ou seja economizei 13 dólares. E o acesso a internet? Ela tb resolveu me "agradar", ou seja, economizei mais uns 15 dólares... Agradeci humildemente! (Será q ela ficou com pena me vendo como andarilha?, rs)
Chamo , então, um táxi! Paguei 5 dólares pela corrida, logo fiz meu chekin na empresa TicaBus (vale lembrar que em alguns países, da Am Central, não existem rodoviária, cada empresa tem o seu terminal, em cada ponto da cidade.)
Fiquei bem confortada,sentei na última poltrona, dessa vez ninguém ao meu lado. O ônibus partiria às 06:00 hs da manhã e chegaria 12:00 hs em Guatemala City. Adiós El Salvador! (...)
(...) Depois de algumas horas, o motorista acende as luzes do ônibus, sinal de que chegamos à fronteira. Essa, nem precisei descer, o próprio motorista se encarregou de pegar o passaportes, porém na entrada a Guatemala, já do outro lado da rua, tivemos que sair do ônibus, uma verificação rápida e tudo pronto!
Algumas horitas mais, eis que surge a cidade, Guatemala! Dessa vez nada me assustou, desci tranquilamente do ônibus, logo me vejo dentro de um táxi abrindo a página já marcada do "Lonely Planet" pra dar a "dirección" para o taxista - Hotel Ajau, se eu não me engano paguei 10 dólares a diária. Quarto com TV a cabo, ar condicionado, uma cama de casal só pra mim - que luxo! Fiquei perto do centro, das redes de fast food, do ponto de ônibus para ir em outros lugares... Até então, nada me abalava... Resolvi almoçar e andar na rua. Sozinha fui tomar uma sopa (estava com tanta vontade de sopa - todos os lugares que fui eram excelentes)... Aaaa estava me sentindo super bem, com aquela sensação: uau, estou tão habituada! Puro engano, quando chamei um táxi, o cara vira pra mim e fala: cuidado heim, vá apenas nos que têm um adesivo colado no vidro, esses sim são os credenciados. Eu pergunto: - e os outros? Ele disse: ladrões se passando por taxista. Naquele momento engoli com uma certa dificuldade, porém fui procurar um taxista credenciado e, acheiiiii! Pronto, tudo certo, tranquila, relaxada, abro o vidro do carro e começo a registrar o lugar, com a minha máquina, nada discreta, dava um clique aqui, outro ali... eis então que o taxista freia o carro, vira-se para trás e me dá uma bronca! Não faça isso, menina, quer ser assaltada? Arregalei os olhos, pedi desculpas, fechei o vidro e segui com ele! Pude passear pelo centro histórico, vi museus, catedrais, praças, monumentos, mas pouquíssimas fotos! Até que volto ao albergue e releio o Lonely, não tinha reparado numa frase que dizia: esta cidade é a mais perigosa da Am. Central... PQP!
Na verdade, somos tomados por informações, aos quais nos metem medo (se eu levasse em consideração tudo que lia sobre minha viagem, com certeza não estaria aqui, relatando os caminhos que andei. Não teria pisado nessas terras alegres, culturais, exóticas e belas). Porém, quero dizer que não é perigoso, muito menos que não devêssemos ler com devida atenção essas informações, porque são sim, bastante pertinentes. Mas relaxe, vá com roupas simples, sem jóias... e não saia a noite sozinho! Nunca se esqueça de conselho de pai e mãe (isso tb me ajudou muito)...
...Bom, se vc estiver na Guatemala e fugindo de redes de fast foods, procure restaurantes que lhe sirvam uma boa comida guatemalteca: tortillas, tamalitos, tamales, tacos, enchiladas, chuchitos... Pratos de origem maia tb é o forte, como feijões e etc. As bebidas mais tradicionais são: arroz com leite (isso mesmo que vc leu), refresco de jamaica (fruta da região) e caldo de frutas.
Haaaa e não se esqueça: não se surpreenda, as pessoas guatemaltecas, de fato são simpáticas e educadas. Obter informação é muito fácil.
A cidade da Guatemala é de fato perigosa, entrei a noite no Mc Donalds e na porta tinha um guarda armado com uma arma tão grande que arrastava no chão... Pra vc ver, pode ser até perigosa, mas é bem protegida ( coisa que não vemos por aqui). Fique tranquilo e desfrute desse lugar...
Hasta amigos, com mais expedição, falarei de Antígua, a cidade mais lindinha q já vi!

sábado, setembro 26

A primavera dentro de mim!


girassol no meu jardim
Mesmo sabendo que o tempo passa, que a vida acontece e que as distâncias separam, eu ainda cultivo flores nos jardins. Cultivo com uma leve esperança de um amanhã mais colorido, mais primaveril! Cultivo, também, flores alheias, as que não vemos, as que moram dentro da gente!
E então, quando vejo uma azaléia, lembro de alguém...
A rosa me faz criar pensamentos à minha mãe - uma mulher delicada, perfumada,aveludada. Minha mãe se parece com rosa Chá, uma cor simples porém viva e duradoura...
Quando rego meus cactos, lembro da minha irma mais velha, isso porque dificilmente se molha um cacto. Não é pela aparência áspera e seca, muito menos pelos espinhos pontiagudos, lembro dela pq cacto me faz sentir orgulho. Vejo então, uma pessoa forte e sensata nas decisões, não precisa de muitos mimos e cuidados, sozinha sabe muito bem enfeitar os lugares que passa e sua semelhança se dá pela razão, pela firmeza e pela maturidade. Crescer, evoluir, transcender... Ela é decidida, sensata e inteligente.
Comigo-ninguém-pode, me faz lembrar da minha outra irma, na verdade não se parecem na estrutura, apenas o nome já diz sua personalidade. Mas as vezes assemelho a um manjericão, cozinha como ninguém e seu prato nunca falta uma folha fresquinha perfumando o ambiente, dando sabor e cor aos alimentos!
As ervas medicinais, elas todas, me fazem lembrar do meu querido pai, pode ser pela sua sabedoria e também pela sua importância na vida das pessoas, mas é pq meu pai é um natureba de primeira, lá em casa tem de tudo e mais um pouco. Se quiser um chá ele te dará!
Não falarei de todos aqui, são infinitos diante de um post como esse... mas se um dia vc quiser saber que planta vc representa pra mim, é só me perguntar!
Enquanto a mim? Não me vem nada em mente, prefiro cuidar dessas mencionadas aqui para tirar um bom proveito de todas! Mas eu tenho uma em especial as Onze horas... flores singelas, pequenitas e delicadas, belas ao sol, se fecham a noite. Ou melhor, abertas recebem a energia, fechadas, se "resguardam" por um tempo! Talvez pq elas sabem que a noite não tem ningúem para apreciá-las, portanto economizam beleza!
A minha paciência é tão somente para as flores (deve ser por isso que procuro uma semelhança para com as pessoas): quando encontro com as orquídeas; quando aprecio as tulipas; quando crio um mosaico de calanchuês fortes e coloridos; quando faço muda de violeta...(...)
Entrincheiro-me na minha própria alma (diálogo d'alma), na minha própria existência...
Alguns hiatos se encaixam nas minhas recordações, mesmo insignificantes, eles ainda são indispensáveis (muito complexo). Algumas plantas se encaixam no meu dia a dia, nos meus hiatos(...)
No post antigo,conto sobre um veludo branco que nasceu em meu quintal, aliás um antigo quintal. Hje venho aqui, mostrando um novo jardim, e um veludo amarelo cresce rapidamente... Além dos meus bonsais, dentre outras, aprecio uma planta que ganhou até meu nome, um presente muito do especial no momento certo! Aliás as coisas são, verdadeiramentedo do jeito que tem que ser, quando chega a hora certa! Não decidimos nada, as coisas acontecem!
As vezes me sinto frívola, incapaz de agarrar uma idéia concreta, incapaz de perceber a verdade, pois tenho medo do que é objetivo, isso sim, me soa falso.
Portanto o que import é que a primavera chegou e comigo estará pra sempre, aonde quer que eu vá. Carrego comigo a esperança, a felicidade, a descoberta e as flores.
Quero estar sempre na primavera, e que ela esteja sempre dentro de mim!
Até amigo, no próximo post falarei sobre Expedição Guatemala - aventura

quinta-feira, setembro 10

Expedição El Salvador - FiM

foto do entardecer
... Vale lembrar que, neste lugar, neste longínquo lugar, não tinha televisão, rádio, telefone fixo ou móvel e nem internet! Um gerador funcionava pela noite! Estava desconectada do mundo!
Quando percebi que, não falaria com amigos muito menos com alguém da família, me assustei um pouco.
Nem remédios, nem roupa de frio, nem nada de emergência o que levei foram apenas protetor solar e repelente! (...)
(...) No fim de tarde, depois de um belo banho frio e com os pés no chinelo piso naquela areia fina e delicada que invade todo o albergue, ando até chegar a cabana, sinto um pouco de areia entre meus dedos ainda molhados, caminho em direção a ela, a cabana. Até que vejo de novo, Hector, o filho da Dona Maria que brincava sozinho por lá, chamei-o, então percebi que se ficasse mais uma hora sozinha, talvez escorreriam lágrimas em meu rosto ou "escorreriam" palavras duras e tristes em meu caderno. Ele então me fez companhia, até que sua mãe pensava que estaria me incomodando. -Por favor, não o tire daqui, eu estou conversando com ele. Eu precisava dele naquele momento, olhava-o e sentia uma leve angústia: como aquele ser ali sozinho brincava e nem se quer nunca me viu antes, nem sabe de onde vim. Pergunto a ele: -Conhece o Brasil? Ele disse que sim, só de televisão, e ai então eu disse a ele: pois bem, vim de lá! -E vc, sabe aonde fica seu país no mapa? Ele nunca tinha visto um mapa antes, foi ai então que abri meu "Lonely Planet Central America" e com todo carinho e felicidade, mostro seu país, El Salvador... ele então toma o guia de minhas mãos e procura o lugar ao qual ele vivia. Não achamos (era tão remoto que nem no Lonely tinha), procurei então o lugar aonde o pai dele trabalha, uma outra cidade, achei! Eu vi a felicidade verdadeira no rosto de um menino simples e com pés sujos e descalços. Resolvi pegar meu bloquinho de anotações e dei a ele, entreguei tb minha caneta e perguntei: vc sabe desenhar? Ele me disse com muito orgulho, sei sim! E me disse mais: -O que vc gostaria que eu desenhasse? Não soube responder. Ele o desenhou e com aquela mão pura e delicada desenhou-o com flores no caminho. (O desenho de uma criança diz muita coisa). Sua mãe, mais uma vez o chama, ele então resolve ir pq já estava tarde. Me vi novamente sozinha, levantei e fui caminhar, olhei pro mar e vi muita coisa! Vi sim, muita coisa que meu coração sentia. As estrelas brilhavam, piscavam e iluminavam minha noite. Aquela brisa e um vento no rosto sacudia minha alma. Aquele silêncio fatigava minha existência. Chorei! Voltei então a cabana, sentei na cama e escrevi. Escrevi com muita força, com muita vontade. O ventilador girava meio torto, os mosquitos pousavam de 1 em 1 nos meus braços, nas pernas. O barulho do vento me assustava, a escuridão lá fora tb. Por vezes pensava em apagar a luz pra entrar em conformidade com o lugar, pra não chamar atenção de quem passava. Mas quem passaria ali? Ninguém. Mas até esse ninguém me metia medo. Resolvi voltar pro mar, queria ver a chegada das tartarugas, esperei e elas não vieram. Volto pra dormir de verdade vendo aquele ventilador que girava torto, a janela aberta porque não tinha vidro suficiente pra fechá-la. Chorei. Chorei pq lembrei dos meus pais, da minha vida... e tão somente da minha dor!Obrigada Deus! ... Boa noite a todos!
Dia seguinte caminho pelo outro lado do albergue fiquei encantada, encontrei um lago e pude admirar outra coisa sem ser aquele mar gigante. O lago já não me dava a idéia de infinito, como o mar e Hector lá, sempre comigo!
Chegou a hora, a minha hora, a de partir. Pego as minhas coisas e saio, Hector me acompanha até a porta. Fiquei de joelhos pra abraçá-lo e o agradeci pela comanhia. Ele riu. Fui embora! Volto a estrada, volto naquele carro cortado atrás, volto naquele ônibus velho americano e volto! Volto a San Salvador e a minha realidade...
Mais um dia em San Salvador, um dia de pupusas sem gosto, um dia amigos no albergue. Conheci um rapaz de Israel e uma linda menina do Canadá, a gente se esbarrou na cozinha, cozinhávamos todos ali e sem ao menos nos conhecermos... Jantamos juntos (macarrão), logo fomos para um bate papo, rimos muito do garoto, ele era meio aloprado e qtinha uma máquina idêntica a minha.. com zoom tudo e tudo! A linda garota estava de passagem e esperando seu namorado mexicano. (As pessoas procuram mais El Salvador pra surfar)...
... Contei a eles um pouco da minha experiência com o mar... percebi que, só estando lá pra sentir, pra se "autoconhecer", falando assim não dá! rs.....

Por hoje, não me veio ninguém em mente pra postar, poderia falar de algum clássico, ou alguma frase inspiradora... mas resolvi, então a escrever uma só frase:

I wanna rule my destiny!

Hasta amigos e no próximo post, Expedição Guatemala (ojalá)